Carga paletizada sendo conferida em doca de transportadora antes do embarque em caminhão

RCTR-C: o que é, quem deve contratar e por que ele é essencial para o transportador

O RCTR-C é o seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga, que protege a transportadora quando a mercadoria sob sua custódia sofre danos em acidentes com o veículo durante a viagem.

Desde 2023, é obrigatório para quem realiza transporte rodoviário remunerado de cargas e faz parte da gestão de riscos da operação.

Conhecer o que a apólice cobre, onde ela termina e como se combina com os demais seguros obrigatórios evita surpresas na hora do sinistro.

O que é o RCTR-C e quem deve contratar?

Trata-se de um seguro de responsabilidade civil. A partir do momento em que recebe a carga, a transportadora responde por ela até a entrega ao destinatário. Se a mercadoria é danificada no caminho, quem indeniza o dono da carga é o transportador, e esse risco é transferido para a seguradora.

A Lei 14.599/2023, que alterou a Lei 11.442/2007, tornou a contratação obrigatória para empresas, transportadores autônomos e cooperativas que prestam serviço remunerado de transporte rodoviário de cargas. A apólice deve ser única por ramo de seguro e vinculada ao registro do transportador na ANTT, o RNTRC.

Na subcontratação de um transportador autônomo, a contratação cabe à empresa que emite o conhecimento e o manifesto de transporte. O mercado também cobra essa proteção, já que embarcadores costumam exigir apólice vigente antes de fechar contratos de frete.

O que o RCTR-C cobre e o que fica de fora?

A cobertura básica contempla os riscos de acidente mais comuns da estrada, e coberturas acessórias podem ampliar a proteção conforme a oferta de cada seguradora.

Situações normalmente cobertas

Dentro das condições contratuais, o seguro indeniza danos à mercadoria causados por colisão, abalroamento, capotagem, tombamento, incêndio e explosão do veículo transportador, desde a coleta até a entrega.

Imagine uma transportadora que leva peças industriais de São Paulo para Minas Gerais. O caminhão tomba em uma curva e parte da carga é destruída. A indústria cobra o prejuízo e, com a apólice vigente, a seguradora assume a indenização, preservando o caixa da empresa.

Exclusões que merecem atenção

Como regra geral, a apólice não cobre danos por vício próprio da mercadoria ou embalagem inadequada, atos dolosos do segurado e cargas ou operações não declaradas na contratação. Roubo, furto e desaparecimento da carga também ficam fora deste seguro, pois pertencem a outra apólice obrigatória.

Qual a diferença entre RCTR-C, RC-DC e RC-V?

Os três seguros são obrigatórios para o transportador rodoviário desde a Lei 14.599/2023 e se complementam, já que cada um responde por um tipo de risco.

O seguro de acidentes cuida dos danos à carga causados por eventos com o veículo. O RC-DC, Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga, cobre roubo, furto, apropriação indébita, estelionato e extorsão.

O RC-V, Responsabilidade Civil de Veículo, protege contra danos materiais e corporais causados a terceiros.

Na prática, um incêndio que destrói a mercadoria aciona a primeira apólice, um assalto aciona o RC-DC e um acidente que atinge outro veículo aciona o RC-V. Os seguros de acidentes e de desaparecimento precisam estar vinculados a um Plano de Gerenciamento de Riscos, o PGR, definido entre transportador e seguradora.

Por que esse seguro é importante para a transportadora?

Uma carga de alto valor perdida em um único sinistro pode superar o resultado de vários meses de frete. Sem proteção, a indenização devida ao embarcador sai do caixa da empresa, comprometendo o capital de giro.

O impacto também é comercial, porque ter apólice vigente é requisito para participar de cotações e cadastros de fornecedores, além de manter o registro regular perante a ANTT.

Conheça os seguros de transporte da Trikona e entenda como cada cobertura se aplica à sua operação.

Quais cuidados considerar na contratação?

Escolher a proposta pelo menor preço é um erro comum. O que define a qualidade da proteção são as condições da apólice:

  • Declaração correta da operação: tipo de mercadoria, rotas e volume influenciam o risco e o prêmio, e informações imprecisas podem levar à recusa da indenização.
  • Limite máximo de garantia: o teto por veículo precisa ser compatível com o valor das cargas, caso contrário a diferença fica com a transportadora.
  • Cumprimento do PGR: rastreamento, cadastro de motoristas e regras de rota precisam caber na rotina da operação.
  • Averbação de todos os embarques: cada viagem deve ser registrada dentro do prazo e com os dados corretos do documento fiscal.
  • Ausência de franquia: a regulamentação atual proíbe franquia e participação obrigatória do segurado no seguro de acidentes, ponto que vale conferir em qualquer proposta.

O que priorizar ao tomar essa decisão

Na Trikona Seguros, nossa leitura é que o RCTR-C merece ser tratado como instrumento de gestão de riscos, com a mesma atenção dedicada à frota e aos contratos de frete.

A diferença entre uma apólice bem estruturada e uma genérica só aparece quando o sinistro acontece.

A prioridade é alinhar a cobertura ao tipo de carga, às rotas, ao valor médio transportado e à capacidade de cumprir as exigências de segurança. Revisar a apólice atual costuma revelar lacunas que passam despercebidas até o primeiro sinistro.

Fale com a nossa equipe para solicitar uma análise do seu caso

Perguntas frequentes

O seguro RCTR-C é obrigatório?

Sim. Desde a Lei 14.599/2023, quem realiza transporte rodoviário remunerado de cargas precisa manter a apólice vigente, ao lado do RC-DC e do RC-V.


Qual a diferença para o seguro do embarcador?

O seguro do transportador protege a responsabilidade de quem transporta. O seguro de transporte nacional do embarcador protege o dono da mercadoria e tem contratação facultativa.


O RCTR-C cobre roubo de carga?

Não. Roubo, furto e outras formas de desaparecimento da carga são cobertos pelo RC-DC.


Como é calculado o preço?

O prêmio considera tipo de carga, rotas, volume, histórico de sinistros e medidas de gerenciamento de riscos, por isso não existe preço único.


O que fazer em caso de sinistro?

Comunique a seguradora o quanto antes, registre a ocorrência e preserve os documentos fiscais e de transporte.

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